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Não sei desde quando, mas há algum tempo quero fazer o que estou fazendo neste exato momento:
deixar umas marquinhas sobre minha história.
Pra quem?
Hummm.... quero simplesmente ter o prazer de me expressar e ver a tela do meu computador se encher de letrinhas para, depois de tudo, parar e dizer: “Caramba...quantas letras, quanta história!”.
Eu acho que lá no fundo o meu maior desejo ao escrever é viver mais intensamente a vida, porque agora terei uma testemunha mais atenta que me fará lembrar que a vida deve ser bem aproveitada. Essa testemunha? Eu, né!
Não quero que os modelos de redação me barrem. Quero escrever como se estivesse andando em uma praia deserta ou como se estivesse em cima de uma moto, daquelas grandes, correndo a toda velocidade em uma estrada no meio do nada. Ou como se pudesse voar entre as nuvens, com os braços abertos e cantando bem alto uma música em inglês, superconhecida, mas que eu nem sei a letra direito. Sem ensaios, só história.
Enfim, este arquivo é pra mim, mas se alguém quiser dar uma olhadinha, está convidado. E, quando ler, não me interprete mal, nem ache que eu sou louco. Gosto de conversar comigo mesmo, “não é André?” (eu costumo me chamar pelo segundo nome). E se quiser comentar algo, fique à vontade, eu adoro me interromper para prestar atenção na história dos outros. Assim, suas letras passarão a fazer parte de minha história, e nossas histórias são tudo o que temos e tudo aquilo que nunca vamos perder.
Então, quantas letras contam histórias? Vamos responder juntos?
Escrito por jota às 21h42
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