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Coisa nova, novo mundo
Meu irmão tem uma moto novíssima. Como foi estudar em Belém, deixou-a comigo neste ano.
Desde que estou com ela, percebi que existe um mundo muito específico que circunda o motociclismo, a começar pelos acessórios. Tive que comprar mais um capacete, afinal a garupa é da minha esposa. No começo, é meio incômodo andar com aquilo na cabeça, mas, depois que se acostuma, é tão automático que a gente coloca e nem percebe. Minha esposa acostumou-se a colocar o capacete quando estamos fechando a porta de casa, o problema é que moramos no sétimo andar. Outro dia, estávamos no elevador quando entrou uma família e a viu de capacete. Percebendo os olhos arregalados das crianças, tentei consertar dizendo: é...hoje em dia tá muito perigoso andar de elevador, né!
Eu não, pra não “pagar esse mico”, só coloco o capacete quando estou perto da moto. Mas às vezes é difícil carregar capacete, cadeado, corrente, chave, mochila, casaco e o que tiver mais para levar. Um dia desses, fui abrir a porta do elevador e, por ter tantas coisas nas mãos, o capacete caiu no chão. Olhei para o vizinho que estava do meu lado, dei um sorriso e pensei: “ufa...ainda bem que minha cabeça não estava dentro.”
Outra coisa que também percebi: todos aqueles com quem comento estar agora com moto, franzem a testa e movem levemente a cabeça pra trás. É engraçado! Depois ouço um monte de conselhos, que sempre começam com a palavra cuidado: cuidado com isso! Cuidado com aquilo! Não tiro a razão deles, todo mundo conhece alguma história sobre acidente de moto. Mas eu ando com cuidado, não passo entre carros tirando “triscas”, como os motoqueiros fazem. Não sou motoqueiro, sou motociclista: dou seta, respeito a faixa dos outros e não fico acelerando no sinal como se fosse um cachorro complexado, rosnando quando vê um carteiro.
A moto tem me trazido muitas vantagens, a que mais gosto é a do vento penteando meus cabelos (estou brincando...) . O que mais gosto, na verdade, fora minha esposa estar me abraçando com a desculpa de não cair, é não precisar esperar o ônibus chegar até mim e até o meu destino. A vida ficou bem mais ágil e, obviamente, o meu ministério também.
Indo e vindo mais rapidamente, posso estar em mais lugares em um só dia, ou pelo menos aproveitar melhor o tempo nos lugares que estou. Assim, enquanto meu irmão não volta e leva a Angelic de mim (enquanto está comigo, chamo-a como quiser), vou conhecendo e desfrutando um mundo novo e histórias novas.
Escrito por jota às 10h51
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Não sei desde quando, mas há algum tempo quero fazer o que estou fazendo neste exato momento:
deixar umas marquinhas sobre minha história.
Pra quem?
Hummm.... quero simplesmente ter o prazer de me expressar e ver a tela do meu computador se encher de letrinhas para, depois de tudo, parar e dizer: “Caramba...quantas letras, quanta história!”.
Eu acho que lá no fundo o meu maior desejo ao escrever é viver mais intensamente a vida, porque agora terei uma testemunha mais atenta que me fará lembrar que a vida deve ser bem aproveitada. Essa testemunha? Eu, né!
Não quero que os modelos de redação me barrem. Quero escrever como se estivesse andando em uma praia deserta ou como se estivesse em cima de uma moto, daquelas grandes, correndo a toda velocidade em uma estrada no meio do nada. Ou como se pudesse voar entre as nuvens, com os braços abertos e cantando bem alto uma música em inglês, superconhecida, mas que eu nem sei a letra direito. Sem ensaios, só história.
Enfim, este arquivo é pra mim, mas se alguém quiser dar uma olhadinha, está convidado. E, quando ler, não me interprete mal, nem ache que eu sou louco. Gosto de conversar comigo mesmo, “não é André?” (eu costumo me chamar pelo segundo nome). E se quiser comentar algo, fique à vontade, eu adoro me interromper para prestar atenção na história dos outros. Assim, suas letras passarão a fazer parte de minha história, e nossas histórias são tudo o que temos e tudo aquilo que nunca vamos perder.
Então, quantas letras contam histórias? Vamos responder juntos?
Escrito por jota às 21h42
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